Recordar a inesquecível festa dos 275-76 anos da Igreja de Santo Ildefonso

Sem TítuloA Voz de Santo Ildefonso apresenta-lhe uma vídeo reportagem sobre da grande festa dos 275-76 anos da Igreja de Santo Ildefonso. Um momento alto para a vida da paróquia registado por uma equipa de voluntários disposta a fornecer-lhe toda e a melhor informação. Desde o repórter de câmara, Duarte Guimarães, passando pela repórter fotográfica, Henedina Real, chegando até à apresentação/redação por Pedro Zão, e terminando nos comentários e na crónica de Rodrigo Cunha, não quisemos que este  momento passa-se em vão. Por isso aqui vai o que preparamos para si.

Crónica da Voz

Festa dos 275-76 anos da Igreja de Santo Ildefonso

Rodrigo Cunha, cronista da Voz de Santo Ildefonso
Rodrigo Cunha, cronista da Voz de Santo Ildefonso

Desde 2002 a nossa paróquia, com o apoio e participação da Junta de Freguesia, tem vindo a festejar a inauguração da nossa Igreja, e no passado Domingo 19 de Julho,  assistimos ao culminar do ciclo das várias iniciativas comemorativas do 275º anos da actividade da nossa paróquia! Tal como todas actividades que foram levadas a público durante este ano, o Tríduo das FESTAS DE SANTO ILDEFONSO só poderia espelhar o empenho vibrante e cativante de uma comunidade viva, e a Solenidade e Fé que são a génese deste evento. A Voz de Santo Ildefonso para estar à altura deste evento, muniu-se de pessoas e meios para poder registar todos os momentos desta data impar da nossa paróquia. Antes de mais, e para todos que apreciaram e viveram esta FESTA saibam que em cada pormenor, em cada detalhe, está um cristão que dá o seu tempo, o seu engenho e a sua arte para que no conjunto seja admirável a obra e a personalidade da Paróquia de Santo Ildefonso. Desde o tratamento dos paramentos, alfaias, toalhas, bandeiras e pálio aos motivos decorativos, aos arranjos florais e os já tão afamados “Tapetes de flores”, à tarefa de ornamenta-ção dos andores, que puderam ser admirados desde o primeiro dia das Festas, passando pela agenda cultural e toda a logística necessária na grandiosa Procissão, culminando na celebração da Missa Solene; nada faltou nesta grandiosa festa! É de destacar a adesão popular no festival de Folclore promovido pelo Orfeão do Porto, que fez da tarde de sábado dia 18 uma matiné de raízes tradicionais e uma promoção cultural para o turismo que elege ano após ano a nossa cidade como destino. Nessa mesma noite o cariz popular passou o testemunho a um momento mais erudito, no interior da nossa igreja, muito elogiado o cuidado e elevado momento clássico que foi o concerto na voz da solista Sara Amorim acompanhada por oboé e pelo nosso órgão de tubos que conta já com 204 anos, de Manuel Sá Couto, tocado por Diogo Zão nesta data tão especial onde também se assinala o 9º aniversário do seu restauro. Na manhã de Domingo, já os comentários voavam de boca em boca, os mais distraídos perguntavam “o que se íria passar ali” e os mais atentos doavam a informação. A decora- ção dos tapetes é um momento de grande promoção, que junta curiosos e admiradores e acicata a curiosidade para o que a tarde solene reserva. A entrada da Banda Filarmónica de Mira pelas 15h foi a confirmação da elevada qualidade presente nestas comemorações, seguindo-se um concerto, aplaudido por todos e que serviu de factor aglutinante para transeuntes e expectantes da procissão. Foi no meio deste concerto que chegou a personalidade aguardada com entusiasmo por todos os paroquianos, D. Januário Torgal Ferreira, Bispo Emérito das Forças Armadas, que tal como o próprio fez questão de frisar aos mais novos “ Também andei aqui na catequese”, um homem que nos orgulha no seu percurso, e ainda mais na sua origem – a Igreja de Santo Ildefonso. As suas primeiras palavras para todos, enquanto subia a nossa emblemática escadaria e admirava toda a envolvente, foram reveladoras da surpresa pela dimensão da nossa festa: -“ Nem há 50 anos se via uma coisa assim” (note-se que uma procissão, ou mesmo uma festa de índole paroquial no meio de uma cidade desertificada e cada vez mais vazia de habitantes e oca de valores, torna-se uma verdadeira cruzada, e neste caso para o nosso ilustre convidado, uma experiência nova e estimulante). A presença entusiasta, humorada e acessível com que nos brindou, ouso afirmar que nos conquistou a todos. Nos momentos de reencontro com velhos amigos e nas palavras de estímulo para com os mais novos, demonstrou-se que aqui se preserva o respeito e a nobreza dos sentimentos que notoriamente o fizeram sentir-se em casa. Sob uma belíssima, quente e solarenga tarde de Julho, pontualmente saiu a majestosa procissão, presidida por D. Januário, saindo para as ruas a imagem do Santo Padroeiro transportada pelos Bombeiros, precedido das imagens de Santa Inês, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Rita, S. Sebastião, e Imaculada Conceição. Os meninos e jovens da nossa catequese marcaram presença, assim como os acólitos, as confrarias e o Presidente da Junta de Freguesia. O curioso facto de a abertura da procissão ter sido realizada com uma arruada de bombos, foi um espectáculo bastante apreciado, e uma experiência singular e única para muitos! Na praça dos poveiros ambos os lados estavam literalmente apinhados de gente e assim continuou Rua Passos Manuel abaixo , manifestando-se a crescente participação popular, quanto mais a procissão se encaminhava para a sua chegada. Seguiu-se a Eucaristia Solene de Encerramento da Festa, com mais um ingrediente de enorme orgulho para todos nós, a presença do Pe. Cláudio Silva, que há um ano atrás estava prestes a celebrar a sua Missa Nova na nossa paróquia, e que entretanto tem prestado os seus serviços em Baião, mas que respondeu à chamada, tal como D. Januário à casa-mãe. Foi uma cerimónia emotiva, com a presença de 2 gerações distintas, mas unidas no sentido deste dia – a Igreja de Santo Ildefonso. O coro dirigido pelo nosso maestro, foi na opinião de muitos arrepiante, em suma a Eucaristia abraçou todos e elevou-nos a um privilegiado estado espiritual. “A Igreja está LINDA!” Era a expressão, no sentido mais amplo da palavra, mais ouvida naquele momento. Para o final, a Banda Filarmónica de Mira fechou as festas com um concerto na escadaria, perante a população crente que esta festa já faz parte de todos nós, e que ano após ano se tem afirmado na vertente cultural e de fé da nossa cidade! Não deixar de referir o omnipresente, a quem não falha um detalhe, e quem não se coíbe de pessoalmente “meter as mãos” em cada trabalho e em cada passo desta celebração. Sem dúvida que herdou esta Festa, mas é com gratidão que os paroquianos associarão a emblemática data dos 275 anos da Nossa Igreja a alguém com a louvável personalidade, vivacidade e dinamismo do Padre da nossa Paróquia – Pe. Agostinho Pedroso!